Natação

Recordista de medalhas, Michael Phelps se transforma em 'potência olímpica'

Se fosse uma nação, americano estaria entre as principais delegações do mundo
18/08/2012 09:04 - Atualizado em 18/08/2012 10:52
Por Pedro Lima
RIO

Dezoito medalhas de ouro, duas de prata e duas de bronze. Esse é o desempenho que consagrou Michael Phelps como o maior atleta da história dos Jogos Olímpicos. Em Londres, o americano chegou à marca de 22 pódios, ultrapassando a ginasta soviética Larisa Latynina, detentora de 18. Quatro anos antes, em Pequim, o fenômeno das piscinas já havia se tornado o maior campeão olímpico de todos os tempos.

Imbatível entre os homens, a performance do nadador vem gerando a seguinte curiosidade nos amantes do esporte. Qual seria a posição de Michael Phelps no quadro de medalhas se ele fosse um país? A resposta pode surpreender.

 

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Só em Londres, o nadador, de 27 anos, conquistou quatro ouros e duas pratas. De acordo com o critério olímpico convencional, Phelps teria sido o 20º colocado, tendo desempenho superior a 185 delegações nacionais, incluindo a brasileira, que na capital inglesa subiu apenas três vezes no lugar mais alto do pódio.

Levando em consideração as últimas três Olimpíadas, desde sua estreia em 2004, o americano alcançaria destaque ainda maior. Na 13ª posição, ele superaria países tradicionais como a Holanda, Espanha e Jamaica. O Brasil novamente estaria atrás, com apenas 11 ouros somados em Atenas, Sidney e Londres.

 

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Seu feito é tão expressivo, que muitas nações, em mais de um século de Jogos Olímpicos, sequer chegaram perto dos 18 ouros do campeão. No ranking hipotético de todos os tempos, Michael Phelps aparece no 40º lugar, empatado em número de medalhas douradas com a Argentina, nação com mais de 40 milhões de habitantes.

Entre os demais países da América do Sul, somente o Brasil (35ª posição) bateria Phelps. Chile, Uruguai, Venezuela e Colômbia, com dois ouros cada, Equador e Peru (1), Paraguai e Bolívia (0) ficariam muito distantes. Além de engrandecerem o nadador, os dados evidenciam a representatividade quase nula do continente sul-americano na principal competição esportiva do planeta.

 

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A “boa” notícia para o Brasil é que não há mais riscos de ser ultrapassado pelo multimedalhista. Ao anunciar sua aposentadoria após os Jogos Olímpicos de Londres, Michael Phelps deu números finais a uma carreira brilhante.

 


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