Rio 2016

Com meta ‘agressiva’, COB planeja colocar Brasil no top 10 dos Jogos de 2016

Plano da entidade prevê conquista de 25 a 28 medalhas em até 18 modalidades
23/07/2014 15:01 - Atualizado em 23/07/2014 18:50
Por Francisco Junior
RIO

O presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, e o superintendente executivo de Esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinícius, também falaram sobre o novo CT de ginástica - Divulgação/Alexandre Castello Branco/COBO plano é: terminar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, no top 10 da classificação geral pelo número de medalhas (entre 25 e 28). A meta pode até ser “bem agressiva”, como admite Marcus Vinícius Freire, superintendente executivo de Esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). No entanto, o fato de fato de sediar a competição em casa faz o sonho se tornar ainda maior.

- Tem o grupo dos inatingíveis (EUA, China e Rússia) e outro grupo que ainda não visamos alcançar para 2016 (Grã-Bretanha, Alemanha, Japão, Austrália e França). Vamos brigar com os outros países para entrar nesse top 10. Para isso precisamos medalhar em 13 ou 14 modalidades para atingirmos a meta de 25 a 28 medalhas. Mas pensamos até em um número maior, quem sabe em 17 ou 18 esportes. Os jogos em casa mereciam uma meta arrojada - disse Marcus Vinícius, durante evento realizado nesta quarta-feira na sede do COB.

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Com recursos oriundos, principalmente da Lei Agnelo/Piva, o COB injetou no atual ciclo olímpico 700 milhões de reais. Englobando as ações do Governo Federal e de patrocinadores, o valor chega ao valor de 600 milhões de dólares. O total ainda fica longe do que é investido por Rússia, China e Estados Unidos, países que sempre estão no topo.

- Esses países gastam acima de um bilhão de dólares em cada ciclo olímpico. O valor investido pelos Estados Unidos chega a ser incalculável. Estamos nos aproximamos dos valores dos países que ficam mais abaixo - explicou o superintendente.

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Até o momento, o Brasil já tem 300 vagas garantidas para a competição os Jogos de 2016. E esse número poderá passar de 400. De acordo com o COB, está sendo realizado um acompanhamento detalhado de 196 atletas de esportes individuais, onde os conceitos da Ciência do Esporte estão sendo bastante utilizados.

Na edição anterior, em Londes, o Brasil terminou na 14ª colocação (22º na contagem por medalhas de ouro) ao conquistar 17 no total. O décimo posto na lista geral ficou com a Itália (28 medalhas). Para conseguir o lugar almejado, os atletas brasileiros vão precisar superar os representantes de Holanda, Ucrânia e Canadá. Além de Hungria e Espanha, que estão empatados também com 17.

CT de ginástica vai sair

Também nesta quarta-feira, o COB anunciou que os ginastas brasileiros vão ganhar uma nova casa a partir de dezembro. Ela será construída próxima ao HSBC Arena, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O centro de treinamento ficará na área de aquecimento do ginásio que será palco da modalidade nos Jogos do Rio de Janeiro.

Confira abaixo a colocação dos países nos Jogos de Londres


1º - Estados Unidos (104 medalhas)
2º - China (88)
3º - Rússia (82)
4º - Grã-Bretanha (65)
5º - Alemanha (44)
6º - Japão (38)
7º - Austrália (35)
8º - França (34)
9º - Coréia do Sul (28)
10º - Itália (28)
11º - Holanda (20)
12º - Ucrânia (20)
13º - Canadá (18) 
14º - Hungria (17)
14º - Espanha (17)
14º - Brasil (17)

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