Maratonas aquáticas

Fina bombardeia Comitê Rio-2016 e Prefeitura da cidade com sérias críticas

Em carta endereçada a Eduardo Paes e organizadores do evento, presidente da entidade demonstra insatisfação com infraestrutura para eventos aquáticos nos Jogos
18/09/2015 20:53 - Atualizado em 18/09/2015 21:11
Por ahe!
RIO

A competição de maratonas aquáticas será disputada na Praia de Copacabana - DivulgaçãoA história não é sobre piratas. Tampouco, a marinha brasileira precisará entrar em ação. Mas o fato é que o Rio de Janeiro está sofrendo ataques em suas águas. A Federação Internacional de Natação (Fina) bombardeou fortemente o Comitê Rio-2016 e a Prefeitura da cidade com críticas direcionadas à infraestrutura que receberá os eventos aquáticos nos Jogos Olímpicos. A entidade demonstra também insatisfação com a capacidade de público do Estádio Aquático Olímpico, com a qualidade da água na Praia de Copacabana, além da falta de cobertura do Parque Aquático Maria Lenk, que receberá o nado sincronizado e os saltos ornamentais.

De acordo com informações obtidas pela agência de notícias Associated Press, a Fina enviou uma carta, assinada pelo presidente da entidade, Julio Maglione, endereçada ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e ao Comitê Rio-2016. No documento, a Fina estaria indicando que está próxima de romper com a organização dos Jogos do Rio.

- As recentes decisões tomadas pelo Sr. Eduardo Paes estão prejudicando seriamente a imagem e os valores da Fina e de suas modalidades. Esta situação está em claro desrespeito aos requisitos exigidos pela Fina quanto aos locais de competição. E vão afetar negativamente as condições de segurança e o nível de performance dos atletas - cobrou, em um trecho da carta, Julio Maglione.

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Ao se referir às competições em águas abertas, o presidente da Fina questiona a falta de testes em amostras da água do local que, segundo ele, é poluída a ponto de colocar em risco a saúde dos atletas e a competição. Julio Mangliore também critica a capacidade do Parque Aquático (cerca de 13 mil pessoas; em Londres, eram 17,5 mil), ao afirmar que a escolha diminui a importância da competição.

A falta de cobertura do Parque Maria Lenk também está na alça de mira da Fina. Para a entidade, a competição outdoor pode colocar em risco a segurança dos atletas. Além do polo aquático, que vai disputar no local apenas a primeira fase (a fase final será no Estádio Aquático Olímpico), o parque vai receber o nado sincronizado e os saltos ornamentais.

- As condições do tempo podem influenciar não apenas a performance dos atletas, como também sua saúde e segurança - reclama a Fina.


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